falação pedagógica sincera e direta... sem falso acolhimento
quarta-feira, 27 de julho de 2016
DA (in)DISCIPLINA
Pode ser meu olhar viciado, mas disciplina é proposta de trabalho do coletivo da escola, caso contrário se transforma em duelo entre professores e alunos.
É difícil calibrar o conceito pois parece estar mais ligado aos desejos e utopias individuais do que de fato em concepções pedagógicas.
Gosto de silêncio,
não gosto de aluno com boné,
me irrito quando se levantam,
não gosto que venham até minha mesa...
Qual é a disciplina desejada? Qual disciplina produz de verdade, melhores condições de convívio coletivo, qual ajuda aluno a aprender mais?? Quando eu estudo gosto de barulho em volta, o silêncio me distrai. Para escrever (agora) ouço Bolero de Ravel, não conseguiria uma linha no silêncio da casa!
Retomando, para disciplinar as ações é necessário dissecá-las. Para esta atividade, qual a melhor organização que meus alunos precisam alcançar? Como eu os levo até este nível de organização?
Como pactuar com os alunos qual consequência para quem faz o combinado e pra quem não faz?
Já falei em algumas ocasiões, mas os cartazes com os COMBINADOS, colados ao lado da lousa servem apenas para juntar poeira. Não disciplinam comportamentos nem organização contextos positivos de ensino e aprendizagem. São frases vazias e esquecidas por todos.
Aliás, já se perguntou sobre o que deve ser disciplinado na escola? Aluno com boné aprende menos e por isso deve tirá-lo na aula? Sério?!!
quarta-feira, 20 de julho de 2016
NÃO HÁ RECEITA...
Não há mesmo receita que possa ser distribuída nos encontros de formação, palestras, congressos etc.
Melhor aceitar que a prática se constrói sozinha, certo?
Errado.
Não há receita mas há trabalho coletivo. Trabalho discutido coletivamente, experiências analisadas em grupo, fracassos confessos e acolhidos pela equipe, avanços e reviravoltas comemorados conjuntamente.
Já se falou muito sobre a solidão da prática docente, da sensação de angústia que acompanha o pedagogo (nas diversas funções que assume: gestão, docência, coordenação). Mas eu não acredito nela pois tendo a crer que as pessoas anseiam pelo encontro.
A receita, pois, para que a prática pedagógica possa ser incrementada é abrir o coração, cabeça, boca e ouvidos.
Falar e ouvir. Perguntar, denunciar, pedir ajuda não esquecendo de oferecer ajuda.
Melhor aceitar que a prática se constrói sozinha, certo?
Errado.
Não há receita mas há trabalho coletivo. Trabalho discutido coletivamente, experiências analisadas em grupo, fracassos confessos e acolhidos pela equipe, avanços e reviravoltas comemorados conjuntamente.
Já se falou muito sobre a solidão da prática docente, da sensação de angústia que acompanha o pedagogo (nas diversas funções que assume: gestão, docência, coordenação). Mas eu não acredito nela pois tendo a crer que as pessoas anseiam pelo encontro.
A receita, pois, para que a prática pedagógica possa ser incrementada é abrir o coração, cabeça, boca e ouvidos.
Falar e ouvir. Perguntar, denunciar, pedir ajuda não esquecendo de oferecer ajuda.
terça-feira, 7 de julho de 2015
DOS BONS VÍCIOS
De muitos vícios que tenho de um, sinto orgulho:
Eu leio os textos das legislações que sustentam a minha prática profissional. Não só da legislação da educação nacional mas os da saúde, bem estar social, transporte, trabalho, responsabilidade fiscal etc. É necessário ter visão de conjunto para ler as entrelinhas que diversos textos legais possuem. Não é fácil mas é divertido.
Faço isso pois aprendi que a legislação aponta as intenções futuras dos governos, criam terrenos, estabelecem previamente as possibilidades de negócio e negociação. Denunciam os reais interesses ali assegurados.
Também aprendi que para administrar a educação há que se ter intimidade com estes textos legais pois é neles que encontramos os argumentos para os objetivos e planos de gestão. Partindo deles conseguimos alinhar o cotidiano com as propostas mais amplas estabelecidas pelos três níveis de Estado.
E aqui reside a grande cilada: não podemos esquecer de que os textos legais são fruto de disputas de interesses portanto não são isentos de contradições. Mais do que isso, lembremos sempre que a legislação não é a "verdade pura" sobre um tema, não é um texto angelical.
Esconde armadilhas e demonstra caminhos. Há que se saber ler os textos legais.
Eu leio os textos das legislações que sustentam a minha prática profissional. Não só da legislação da educação nacional mas os da saúde, bem estar social, transporte, trabalho, responsabilidade fiscal etc. É necessário ter visão de conjunto para ler as entrelinhas que diversos textos legais possuem. Não é fácil mas é divertido.
Faço isso pois aprendi que a legislação aponta as intenções futuras dos governos, criam terrenos, estabelecem previamente as possibilidades de negócio e negociação. Denunciam os reais interesses ali assegurados.
Também aprendi que para administrar a educação há que se ter intimidade com estes textos legais pois é neles que encontramos os argumentos para os objetivos e planos de gestão. Partindo deles conseguimos alinhar o cotidiano com as propostas mais amplas estabelecidas pelos três níveis de Estado.
E aqui reside a grande cilada: não podemos esquecer de que os textos legais são fruto de disputas de interesses portanto não são isentos de contradições. Mais do que isso, lembremos sempre que a legislação não é a "verdade pura" sobre um tema, não é um texto angelical.
Esconde armadilhas e demonstra caminhos. Há que se saber ler os textos legais.
sexta-feira, 3 de julho de 2015
ESCOLA ENSINA FAMÍLIA EDUCA .. BLÁ BLÁ BLÁ
Nada me deixa mais cansada do que ser marcada em algum destes posts que afirmam que ESCOLA ENSINA E FAMÍLIA EDUCA.
Eu não curto, não compartilho e deixei de comentar... mas hoje quero falar um pouco disto e já afirmo que para mim, esta afirmação é de leigos que não entendem nada de nada sobre educação.
Para embasar o que afirmo vou citar Pedro Demo que nos diz que educação É O HORIZONTE DA QUALIDADE POLÍTICA, O HUMANISMO, A FORMAÇÃO DA CIDADANIA E DA CULTURA COMUM. Não negamos então que a escola de fato é responsável pela educação de seus alunos, certo?
Ensino, por sua vez, é O ASPECTO FORMAL, INSTRUMENTAL, METODOLÓGICO, É A COMPETÊNCIA PARA MELHOR REALIZAR OS FINS DA EDUCAÇÃO. De novo, não negamos que a escola deve ser local onde este ensino acontece de modo competente.
O que quero dizer, amigos, é que em ENTENDER a definição de educação e ensino acima proposta é condição mínima para o exercício profissional de professores e pedagogos!
Vamos lá colegas de profissão! Confundir educação e ensino, papel da família e papel da escola é pra leigos!
Eu não curto, não compartilho e deixei de comentar... mas hoje quero falar um pouco disto e já afirmo que para mim, esta afirmação é de leigos que não entendem nada de nada sobre educação.
Para embasar o que afirmo vou citar Pedro Demo que nos diz que educação É O HORIZONTE DA QUALIDADE POLÍTICA, O HUMANISMO, A FORMAÇÃO DA CIDADANIA E DA CULTURA COMUM. Não negamos então que a escola de fato é responsável pela educação de seus alunos, certo?
Ensino, por sua vez, é O ASPECTO FORMAL, INSTRUMENTAL, METODOLÓGICO, É A COMPETÊNCIA PARA MELHOR REALIZAR OS FINS DA EDUCAÇÃO. De novo, não negamos que a escola deve ser local onde este ensino acontece de modo competente.
O que quero dizer, amigos, é que em ENTENDER a definição de educação e ensino acima proposta é condição mínima para o exercício profissional de professores e pedagogos!
Vamos lá colegas de profissão! Confundir educação e ensino, papel da família e papel da escola é pra leigos!
segunda-feira, 22 de junho de 2015
TECNOLOGIA E EDUCAÇÃO ESCOLAR..
Permitam-me uma pequena história de contextualização: meu enteado durante 15 minutos me explica e demonstra o novo jogo que esta em seu celular (ele sabe que eu sou viciada em joguinhos eletrônicos, então compartilha com prazer).
O jogo é complexo pois ele tem que caçar e atacar zombies "a noite" e se defender deles levando em conta as suas características. Durante "o dia" deve construir abrigos adequados e esconder provisões, conseguir diamantes pra conseguir comprar o que precisa. Enfim, tudo isto jogado em uma tela mínima de celular o que o obriga a memorizar a localização de todo o espaço por ele construído.
Ele domina o jogo e suas regras, além disso teve que desenvolver estratégias de jogo e pela pontuação que me apresentou tem tido muito sucesso em gerir o seu pequeno mundo.
MAS ELE TIROU ZERO "EM XADREZ", NA ESCOLA.
E eu pensando que em 1992 já havia se esgotada a discussão sobre a presença da tecnologia nos espaços escolares e de que maneira ela deveria ali estar.
Meu enteado não se interessa pelo xadrez e a escola não se interessa pelo jogo de zombies. E antecipo: a escola não deve ensinar o jogo de zombies, isto ele já aprendeu sozinho!
Agora me pergunto: a escola tem ajudado a ele e os demais alunos a discutirem o que fazem nestes jogos, tem feito que reflitam sobre as estratégias, tem incentivado a descrição e o estudo das melhores maneiras de se ganhar este ou aquele jogo.
A escola os tem feito pensar sobre o que JÁ sabem? Tem dado oportunidades para que ele consiga fazer generalizações a partir das estruturas cognitivas que já dominou SOZINHO a partir do jogo?
Ou mais simples ainda, a escola consegue verificar que os alunos tem raciocínio lógico matemático, tem evitado ensaio e erro, são capazes de formular hipóteses e testá-las, conseguem revisar suas estratégias para soluções de problemas procurando modelos de raciocínio mais rápidos e eficientes? E a partir disto tudo a escola consegue dar um passo a frente de seus alunos?
.... a escola tem oferecido aos alunos algo a mais do que eles são capazes de conseguir sozinhos com um celular?
O jogo é complexo pois ele tem que caçar e atacar zombies "a noite" e se defender deles levando em conta as suas características. Durante "o dia" deve construir abrigos adequados e esconder provisões, conseguir diamantes pra conseguir comprar o que precisa. Enfim, tudo isto jogado em uma tela mínima de celular o que o obriga a memorizar a localização de todo o espaço por ele construído.
Ele domina o jogo e suas regras, além disso teve que desenvolver estratégias de jogo e pela pontuação que me apresentou tem tido muito sucesso em gerir o seu pequeno mundo.
MAS ELE TIROU ZERO "EM XADREZ", NA ESCOLA.
E eu pensando que em 1992 já havia se esgotada a discussão sobre a presença da tecnologia nos espaços escolares e de que maneira ela deveria ali estar.
Meu enteado não se interessa pelo xadrez e a escola não se interessa pelo jogo de zombies. E antecipo: a escola não deve ensinar o jogo de zombies, isto ele já aprendeu sozinho!
Agora me pergunto: a escola tem ajudado a ele e os demais alunos a discutirem o que fazem nestes jogos, tem feito que reflitam sobre as estratégias, tem incentivado a descrição e o estudo das melhores maneiras de se ganhar este ou aquele jogo.
A escola os tem feito pensar sobre o que JÁ sabem? Tem dado oportunidades para que ele consiga fazer generalizações a partir das estruturas cognitivas que já dominou SOZINHO a partir do jogo?
Ou mais simples ainda, a escola consegue verificar que os alunos tem raciocínio lógico matemático, tem evitado ensaio e erro, são capazes de formular hipóteses e testá-las, conseguem revisar suas estratégias para soluções de problemas procurando modelos de raciocínio mais rápidos e eficientes? E a partir disto tudo a escola consegue dar um passo a frente de seus alunos?
.... a escola tem oferecido aos alunos algo a mais do que eles são capazes de conseguir sozinhos com um celular?
sexta-feira, 12 de junho de 2015
Um pensamento vem rondando minha cabeça e me tem surgido nas diferentes leituras que faço:
Existe um marco conceitual extenso que sustenta a discussão sobre a inclusão das crianças com alguma deficiência na escola dita regular, principalmente as construções teóricas que analisam a diversidade humana.
Pois bem, em estando de acordo com estes conceitos afirma-se que a diversidade é fator humano e o desafio das sociedades hodiernas é acolhe-las no Estado de direito em que vivemos.
Reconhecer a diversidade do modo como ela se constituiu e garantir-lhe acesso aos direitos consolidados em tal e qual sociedade. Quanto a isto não há, da minha parte, nenhum questionamento.
Agora, dizendo da questão que me ronda, admitir que este marco conceitual amplo e complexo foi traduzido em uma norma operacional no texto da Política Nacional de Educação Especial na Perspectiva da Educação Inclusiva é forçar por um funil minúsculo todo este constructo ideológico.
Eu defendo a inclusão mas não defendo o texto legal da Política Nacional. Não acredito que o texto jurídico conseguiu alcançar o patamar de "norma operacional" dos conceitos que valorizam a diversidade humana e a coexistência de todos.
Aliás, o texto da Política Nacional, a exemplo do texto do PNE, é uma colcha sem sentido de retalhos mal costurados. Difícil encontrar ali a ideologia que me move...
Existe um marco conceitual extenso que sustenta a discussão sobre a inclusão das crianças com alguma deficiência na escola dita regular, principalmente as construções teóricas que analisam a diversidade humana.
Pois bem, em estando de acordo com estes conceitos afirma-se que a diversidade é fator humano e o desafio das sociedades hodiernas é acolhe-las no Estado de direito em que vivemos.
Reconhecer a diversidade do modo como ela se constituiu e garantir-lhe acesso aos direitos consolidados em tal e qual sociedade. Quanto a isto não há, da minha parte, nenhum questionamento.
Agora, dizendo da questão que me ronda, admitir que este marco conceitual amplo e complexo foi traduzido em uma norma operacional no texto da Política Nacional de Educação Especial na Perspectiva da Educação Inclusiva é forçar por um funil minúsculo todo este constructo ideológico.
Eu defendo a inclusão mas não defendo o texto legal da Política Nacional. Não acredito que o texto jurídico conseguiu alcançar o patamar de "norma operacional" dos conceitos que valorizam a diversidade humana e a coexistência de todos.
Aliás, o texto da Política Nacional, a exemplo do texto do PNE, é uma colcha sem sentido de retalhos mal costurados. Difícil encontrar ali a ideologia que me move...
Deixei de postar, na verdade deixei de escrever por uns tempos.. Escrever é um exercício penoso para mim pois tinha a ideia de que bons autores escrevem em uma tacada só.
Talvez agora, mais liberta desta premissa maluca consiga dar (melhor) vazão as questões que me afligem, interessam, mobilizam etc na e da Pedagogia.
Eu fico feliz com o meu retorno....
Talvez agora, mais liberta desta premissa maluca consiga dar (melhor) vazão as questões que me afligem, interessam, mobilizam etc na e da Pedagogia.
Eu fico feliz com o meu retorno....
quarta-feira, 8 de maio de 2013
CRIANÇA COM AGENDA DE ADULTO
Cada vez que me perguntam "o que há de errado com meu filho"? eu costumo responder, após ouvir uma novena de reclamações, que preciso conhecer a criança.
Na verdade faço isso como um teste, sim sim... teste para o tipo de educação que a criança vem recebendo. Apavora-me ouvir em resposta:
- deixa eu ver a agenda do meu filho (9 anos) pra ver quando podemos fazer esta atividade.
Como assim! Crianças com agendas semanais lotadas!? Escola, aula de reforço, aula particular, kumon, natação, informática, inglês...
O que fatalmente tenho encontrado são crianças estafadas, chatas, ansiosas, e com péssimo rendimento escolar. Efeito contrário do que o apregoado por cada uma das atividades realizadas por este pobre diabo infantil.
Por outro lado, pais histéricos pelo melhor futuro do mundo para seus filhos....
G-zuis! Quanta expectativa mal elaborada e quanta frustração!
Crianças precisam estudar, mas o parâmetro de sucesso para as novas gerações é outro.
Enquanto não entendemos isto, vamos deixando nossas crianças com a mesma agenda de saúde dos adultos:
estress, ansiedade e medicalizados...
Na verdade faço isso como um teste, sim sim... teste para o tipo de educação que a criança vem recebendo. Apavora-me ouvir em resposta:
- deixa eu ver a agenda do meu filho (9 anos) pra ver quando podemos fazer esta atividade.
Como assim! Crianças com agendas semanais lotadas!? Escola, aula de reforço, aula particular, kumon, natação, informática, inglês...
O que fatalmente tenho encontrado são crianças estafadas, chatas, ansiosas, e com péssimo rendimento escolar. Efeito contrário do que o apregoado por cada uma das atividades realizadas por este pobre diabo infantil.
Por outro lado, pais histéricos pelo melhor futuro do mundo para seus filhos....
G-zuis! Quanta expectativa mal elaborada e quanta frustração!
Crianças precisam estudar, mas o parâmetro de sucesso para as novas gerações é outro.
Enquanto não entendemos isto, vamos deixando nossas crianças com a mesma agenda de saúde dos adultos:
estress, ansiedade e medicalizados...
segunda-feira, 15 de abril de 2013
EDUCAÇÃO MORAL E CÍVICA
Quando acho que já vi de tudo nesta vida me deparo com uma campanha bizarra pela volta da disciplina EDUCAÇÃO MORAL E CÍVICA.
Bizarra primeiro pela confusão entre disciplina e proposta educativa. A campanha diz que o retorno é necessário por que nossos alunos não tem mais a noção de direitos e deveres!!!!!!!!!!!!!!
Ai minha Nssa Senhora da Pedagogia! Tira estes inúteis dessa profissão!
Até onde minha atualização profissional alcança, os conteúdos de cidadania deveriam ser tratados em todas as etapas e modalidades da educação nacional, nos sistemas públicos, particulares e filantrópicos.
Ou não?
O desenvolvimento do cidadão crítico foi proibido por novos parâmetros curriculares?
A inclusão de todo e qualquer aluno brasileiro na sociedade regida por princípios de cidadania é conteúdo riscado dos currículos escolares?
Pelo amor de qualquer coisa!
Gente que não consegue ter criticidade no próprio exercício profissional e que sai por ai repetindo qualquer sandice que escuta ou le!
Acendo vela pra Nssa Senhora da Pedagogia encontrar outro emprego pra esta gente.....
sifude viu!
Bizarra primeiro pela confusão entre disciplina e proposta educativa. A campanha diz que o retorno é necessário por que nossos alunos não tem mais a noção de direitos e deveres!!!!!!!!!!!!!!
Ai minha Nssa Senhora da Pedagogia! Tira estes inúteis dessa profissão!
Até onde minha atualização profissional alcança, os conteúdos de cidadania deveriam ser tratados em todas as etapas e modalidades da educação nacional, nos sistemas públicos, particulares e filantrópicos.
Ou não?
O desenvolvimento do cidadão crítico foi proibido por novos parâmetros curriculares?
A inclusão de todo e qualquer aluno brasileiro na sociedade regida por princípios de cidadania é conteúdo riscado dos currículos escolares?
Pelo amor de qualquer coisa!
Gente que não consegue ter criticidade no próprio exercício profissional e que sai por ai repetindo qualquer sandice que escuta ou le!
Acendo vela pra Nssa Senhora da Pedagogia encontrar outro emprego pra esta gente.....
sifude viu!
MAIORIDADE PENAL PROFESSORES RAIVOSOS
PESSIMISMO TOTAL QUANDO VEJO EDUCADORES APOIANDO A REDUÇÃO DA MAIORIDADE PENAL....
QUEM TEM RAIVA DE ADOLESCENTE POBRE NÃO TINHA QUE TRABALHAR COM EDUCAÇÃO.....
Postei isso no Facebook estes dias e recebi apoio e críticas.
Mas reafirmo, esta atitude raivosa de vingança, essa satisfação em prometer cadeia mais cedo
me assusta em quem trabalha com educação.
me preocupa em quem trabalha na educação pública
sim, por que deveríamos ser quem defende sobretudo a possibilidade de transformação do ser humano através da educação. E não através do cerceamento da liberdade.
Não duvido que estas pessoas vibrem de alegria quando é noticiada a morte de algum adolescente pobre e infrator: "menos um!"
Como alguém pode se declarar educador e pregar o cárcere como medida corretiva??
Como alguém pode ser educador e declarar raiva e sede de vingança por adolescentes e crianças pobres?
Me desculpem os colegas de profissão que apregoam esta ideia... mas eu simplesmente tenho medo de vocês. Gente que sente ódio e que deseja vingança ja que a redução da maioridade penal não é melhora da legislação, é simplesmente isso VINGANÇA DO MAIS FORTE.
E por ser vingança do mais forte é das mais torpes e violentas formas de repressão.
Tenho medo de gente assim...
QUEM TEM RAIVA DE ADOLESCENTE POBRE NÃO TINHA QUE TRABALHAR COM EDUCAÇÃO.....
Postei isso no Facebook estes dias e recebi apoio e críticas.
Mas reafirmo, esta atitude raivosa de vingança, essa satisfação em prometer cadeia mais cedo
me assusta em quem trabalha com educação.
me preocupa em quem trabalha na educação pública
sim, por que deveríamos ser quem defende sobretudo a possibilidade de transformação do ser humano através da educação. E não através do cerceamento da liberdade.
Não duvido que estas pessoas vibrem de alegria quando é noticiada a morte de algum adolescente pobre e infrator: "menos um!"
Como alguém pode se declarar educador e pregar o cárcere como medida corretiva??
Como alguém pode ser educador e declarar raiva e sede de vingança por adolescentes e crianças pobres?
Me desculpem os colegas de profissão que apregoam esta ideia... mas eu simplesmente tenho medo de vocês. Gente que sente ódio e que deseja vingança ja que a redução da maioridade penal não é melhora da legislação, é simplesmente isso VINGANÇA DO MAIS FORTE.
E por ser vingança do mais forte é das mais torpes e violentas formas de repressão.
Tenho medo de gente assim...
quarta-feira, 3 de abril de 2013
DOS POLÍTICOS INÚTEIS
Existe uma gama de políticos inúteis.
Os que não tem competência técnica pra gestão pública
Os que não tem competência pra formar equipes
Os que não tem interesse no bem público
Os que não conseguem estabelecer agendas de governo
Particularizando um pouco,
Os que não conseguem organizar políticas públicas integradas
Os que não consideram as pessoas com deficiência prioridade
Antes que me acusem, entender como prioridade não significa governar apenas para esta parcela da população mas sim sempre considerar suas necessidades e especificidades no momento da elaboração das agendas de governo.
por estar nesta agenda nos últimos dez anos sinto o peso da ignorância de dirigentes municipais (com quem tenho contato mais direto) e a falta de compromisso ético.
Os que não tem competência técnica pra gestão pública
Os que não tem competência pra formar equipes
Os que não tem interesse no bem público
Os que não conseguem estabelecer agendas de governo
Particularizando um pouco,
Os que não conseguem organizar políticas públicas integradas
Os que não consideram as pessoas com deficiência prioridade
Antes que me acusem, entender como prioridade não significa governar apenas para esta parcela da população mas sim sempre considerar suas necessidades e especificidades no momento da elaboração das agendas de governo.
por estar nesta agenda nos últimos dez anos sinto o peso da ignorância de dirigentes municipais (com quem tenho contato mais direto) e a falta de compromisso ético.
Um causo concreto desta falta de compromisso:
Era uma vez um município que precisava contratar interpretes e instrutores de LIBRAS. Por total falta de competência técnica e/ou falta de ética elaborou um edital de concurso que efetivou um profissional para atuar nas duas funções.
O erro é tão grosseiro que denuncia a má fé de quem elaborou tal edital. Mas pra quem não encontra o erro eu explico:
a formação para ser intérprete e instrutor é diferente e específica
a função de cada um é diferente
misturando as funções a pessoa surda, que tem preferência no concurso para instrutor, tem seu direito violentamente desrespeitado.
Passa batido na maioria das vezes e pra maioria das pessoas, mas pra quem tem conhecimento ...
EU NÃO ACHO A DEFICIÊNCIA "LEGAL"
Toda santa vez em que digo que trabalho com a agenda dos direitos das pessoas com deficiência recebo de volta algumas reações beeeeeeeeem engraçadas:
- AH que lindo!! Ainda bem que tem gente como você que faz isso viu? Eu mesmo não conseguiria, mas é importante que alguém faça!
- Nossa! Que coisa complicada hein! Você não acha que eles precisam ter um lugar só pra eles, separado e preparado pra eles? Sim, por que eu conheço a prima da amiga da vizinha da Raimunda e ela tem uma sobrinha deficiente que dá o maior trabalho.
- Deixa eu aproveitar e perguntar uma coisa, tem um sobrinho do meu marido (sempre é a família do outro) que é estranho sabe. Ele quase não sai do quarto e é estranho. O que você acha que ele tem?
Mas a reação mais curiosa (??) é a que diz:
- nossa! mas vc não fez UNICAMP? e trabalha com isso??????
A sugestão de desperdício é tão sutil que fico em dúvida. O que eu estou desperdiçando? A minha boa formação com uma população que não vale a pena? Será que realmente as pessoas pensam que atuar nesta área é perder tempo e dispersar esforços?
Isto me assusta tanto que não quero ter certeza de que existem pessoas que acham desperdício trabalhar com outras pessoas.
- AH que lindo!! Ainda bem que tem gente como você que faz isso viu? Eu mesmo não conseguiria, mas é importante que alguém faça!
- Nossa! Que coisa complicada hein! Você não acha que eles precisam ter um lugar só pra eles, separado e preparado pra eles? Sim, por que eu conheço a prima da amiga da vizinha da Raimunda e ela tem uma sobrinha deficiente que dá o maior trabalho.
- Deixa eu aproveitar e perguntar uma coisa, tem um sobrinho do meu marido (sempre é a família do outro) que é estranho sabe. Ele quase não sai do quarto e é estranho. O que você acha que ele tem?
Mas a reação mais curiosa (??) é a que diz:
- nossa! mas vc não fez UNICAMP? e trabalha com isso??????
A sugestão de desperdício é tão sutil que fico em dúvida. O que eu estou desperdiçando? A minha boa formação com uma população que não vale a pena? Será que realmente as pessoas pensam que atuar nesta área é perder tempo e dispersar esforços?
Isto me assusta tanto que não quero ter certeza de que existem pessoas que acham desperdício trabalhar com outras pessoas.
terça-feira, 2 de abril de 2013
ATIVIDADES RIDÍCULAS E INÚTEIS
Eu sei fazer cara de copo d'água.
Verdade! Basta um profissional da área da educação me mostrar ou descrever uma atividade pedagógica bisonha. Tenho controle absoluto dos músculos e nervos da face e consigo permanecer impassível, verdadeira pedagoga ninja!
Mas, para meu azar, não tenho controle nenhum sobre minha língua que aliás consegue ser mais rápida que o mais feroz mecanismo do superego. Eu acabo falando a minha opinião.
De muitas atividades pedagógicas absurdas
as que tentam ensinar matemática através da memorização simples dos algarismos
as que tentam ensinar operações matemáticas através da memorização simples
são as que me causam ataques na língua.
Vejam, dar para crianças pequenas a seguinte tarefa
$%$¨$¨+ &¨&¨&¨= ****
tem o mesmo sentido de
2+2=4
A Constance Kamii vai virar estátua na Suiça e os professores vão continuar ignorando a construção da ferramenta cognitiva da QUANTIFICAÇÃO.
Sem esta ferramenta a criança não entenderá as operações matemáticas
da soma - por que não sabem juntar
da subtração - por que não sabem tirar
da multiplicação - por que não sabem juntar várias vezes
da divisão - por que não sabem distribuir
Daí eu rezo pra Nssa Senhora de Pedagogia queimar os diplomas das pessoas e eu sou ruim!
Valei-me!
Verdade! Basta um profissional da área da educação me mostrar ou descrever uma atividade pedagógica bisonha. Tenho controle absoluto dos músculos e nervos da face e consigo permanecer impassível, verdadeira pedagoga ninja!
Mas, para meu azar, não tenho controle nenhum sobre minha língua que aliás consegue ser mais rápida que o mais feroz mecanismo do superego. Eu acabo falando a minha opinião.
De muitas atividades pedagógicas absurdas
as que tentam ensinar matemática através da memorização simples dos algarismos
as que tentam ensinar operações matemáticas através da memorização simples
são as que me causam ataques na língua.
Vejam, dar para crianças pequenas a seguinte tarefa
$%$¨$¨+ &¨&¨&¨= ****
tem o mesmo sentido de
2+2=4
A Constance Kamii vai virar estátua na Suiça e os professores vão continuar ignorando a construção da ferramenta cognitiva da QUANTIFICAÇÃO.
Sem esta ferramenta a criança não entenderá as operações matemáticas
da soma - por que não sabem juntar
da subtração - por que não sabem tirar
da multiplicação - por que não sabem juntar várias vezes
da divisão - por que não sabem distribuir
Daí eu rezo pra Nssa Senhora de Pedagogia queimar os diplomas das pessoas e eu sou ruim!
Valei-me!
MELHOR OUVIR DO QUE SER SURDO?
Não sei mesmo se é melhor.
Dentre tantas coisas que me cansam na educação são as afirmações bizarras e levianas que alguns professores fazem.
E são bizarras por que desprezam os conceitos e se atém aos vocábulos;
E são levianas por que propagam ideias equivocadas como sendo verdades científicas;
Recentemente acompanhei o diálogo de duas professoras dentro de um ônibus:
- meus alunos não "afixam" nada, não tem memória
- nem os meus! aprende hoje esquece amanhã.
Não não caros amigos, a correção da língua é o que menos me incomoda neste momento.
O uso deturpado do conceito de memória
O não reconhecimento das causas da aprendizagem superficial e sem sentido
A culpabilização do aluno
Isto me incomoda e muito.
Memória é um conceito da psicologia (que deve ter referencia teórica para ser citado) e que é subdividido em tipologias e modos de "funcionamento". Alguns aspectos da memória (conceito global e generalizado) podem servir de apoio para determinados processos de aprendizagem.
Mas, a grosso modo, o que se baseia na memória sempre estará sujeito a um prazo de validade e a uma profundidade específica. Posso me lembrar hoje do trajeto até a casa da minha mãe, mas amanhã posso esquecer onde estava indo e fazer o trajeto errado.
Ao dizer da memória dos alunos estas professoras confessam um entendimento muito empobrecido dos processos de aprendizagem e de "ensinagem" e ignorância sobre o que seja memória.
Dentre tantas coisas que me cansam na educação são as afirmações bizarras e levianas que alguns professores fazem.
E são bizarras por que desprezam os conceitos e se atém aos vocábulos;
E são levianas por que propagam ideias equivocadas como sendo verdades científicas;
Recentemente acompanhei o diálogo de duas professoras dentro de um ônibus:
- meus alunos não "afixam" nada, não tem memória
- nem os meus! aprende hoje esquece amanhã.
Não não caros amigos, a correção da língua é o que menos me incomoda neste momento.
O uso deturpado do conceito de memória
O não reconhecimento das causas da aprendizagem superficial e sem sentido
A culpabilização do aluno
Isto me incomoda e muito.
Memória é um conceito da psicologia (que deve ter referencia teórica para ser citado) e que é subdividido em tipologias e modos de "funcionamento". Alguns aspectos da memória (conceito global e generalizado) podem servir de apoio para determinados processos de aprendizagem.
Mas, a grosso modo, o que se baseia na memória sempre estará sujeito a um prazo de validade e a uma profundidade específica. Posso me lembrar hoje do trajeto até a casa da minha mãe, mas amanhã posso esquecer onde estava indo e fazer o trajeto errado.
Ao dizer da memória dos alunos estas professoras confessam um entendimento muito empobrecido dos processos de aprendizagem e de "ensinagem" e ignorância sobre o que seja memória.
sexta-feira, 22 de março de 2013
PERFIL PROFISSIONAL
QUAL SERIA A LISTA DE CARACTERÍSTICAS DE UM BOM PROFISSIONAL QUE TRABALHA COM EDUCAÇÃO?
Primeiro de tudo: em qual área da educação?
Caso seja a educação escolar cabe ainda perguntar: educação pública ou privada?
Sim. Trabalhar com educação em escolas públicas exige, antes de qualquer outro adjetivo, o compromisso com a Escola Pública.
Escola Pública de qualidade, gratuita e acessível a todos os que nela queiram estudar.
Em segundo lugar compromisso com a educação como direito. Direito do outro que ali veio estudar, portanto não disponível para minhas opiniões ou restrições.
Compromisso com a educação pública.
Compromisso com o direito a educação.
Simples assim.. o resto é repertório de estratégia, atividade, texto etc.
Primeiro de tudo: em qual área da educação?
Caso seja a educação escolar cabe ainda perguntar: educação pública ou privada?
Sim. Trabalhar com educação em escolas públicas exige, antes de qualquer outro adjetivo, o compromisso com a Escola Pública.
Escola Pública de qualidade, gratuita e acessível a todos os que nela queiram estudar.
Em segundo lugar compromisso com a educação como direito. Direito do outro que ali veio estudar, portanto não disponível para minhas opiniões ou restrições.
Compromisso com a educação pública.
Compromisso com o direito a educação.
Simples assim.. o resto é repertório de estratégia, atividade, texto etc.
segunda-feira, 18 de março de 2013
COMO SE APRENDE A DAR AULA...2
CONSIDERAÇÕES BÁSICAS:
Nem tanto ao céu nem tanto a terra. Tenho minhas críticas a antiga formação para o magistério, uma delas a idade em que se iniciava a formação. Eu, por exemplo, comecei o 1º ano do magistério com 14 anos de idade e sei que não era a melhor idade para se definir uma profissão.
Mas estas questões a parte, o que se aprendia no magistério, a proposta curricular deste curso era muito boa. Até por que era obrigatória a vivência dos estágios e o que não nos era bem apresentado ganhava sentido e significado na observação das professoras com suas turmas.
Primeiro os estágios de observação, em que ficávamos sentadas nos fundos de sala, imóveis para não atrapalharmos e atentas ao que a professora fazia já que tínhamos um roteiro de observação e registro.
Este roteiro nos ajudava a olhar para a aula e identificar nas ações da professora os conceitos discutidos nas nossas aulas: planejamento, sondagem de aluno, escolha de estratégicas didáticas, organização do assunto, uso de material de apoio, clareza nas explicações etc.
Após os estágios de observação nos era permitido passar aos estágios de prática, onde ficávamos responsáveis por pequenas ações de acompanhamento de aluno, explicação de tópicos, condução de atividades de lazer, apresentação de teatro e organização dos alunos para festas escolares.
E então, por último, o temido estágio de docência que tínhamos que realizar conseguindo autorização de professoras de outras escolas (ah sim! a escola onde cursei o magistério tinha salas de ensino fundamental e nossos primeiros estágios eram feitos ali).
Toda esta vivência me permitiu aprender a conduzir uma sala de aula, organizar propostas didáticas e calibrar as atividades de avaliação. Sem esta formação não teria ferramentas para o exercício profissional.
Pergunto: qual formação atualmente, garante a aquisição prática das habilidades para a carreira docente?
Nem tanto ao céu nem tanto a terra. Tenho minhas críticas a antiga formação para o magistério, uma delas a idade em que se iniciava a formação. Eu, por exemplo, comecei o 1º ano do magistério com 14 anos de idade e sei que não era a melhor idade para se definir uma profissão.
Mas estas questões a parte, o que se aprendia no magistério, a proposta curricular deste curso era muito boa. Até por que era obrigatória a vivência dos estágios e o que não nos era bem apresentado ganhava sentido e significado na observação das professoras com suas turmas.
Primeiro os estágios de observação, em que ficávamos sentadas nos fundos de sala, imóveis para não atrapalharmos e atentas ao que a professora fazia já que tínhamos um roteiro de observação e registro.
Este roteiro nos ajudava a olhar para a aula e identificar nas ações da professora os conceitos discutidos nas nossas aulas: planejamento, sondagem de aluno, escolha de estratégicas didáticas, organização do assunto, uso de material de apoio, clareza nas explicações etc.
Após os estágios de observação nos era permitido passar aos estágios de prática, onde ficávamos responsáveis por pequenas ações de acompanhamento de aluno, explicação de tópicos, condução de atividades de lazer, apresentação de teatro e organização dos alunos para festas escolares.
E então, por último, o temido estágio de docência que tínhamos que realizar conseguindo autorização de professoras de outras escolas (ah sim! a escola onde cursei o magistério tinha salas de ensino fundamental e nossos primeiros estágios eram feitos ali).
Toda esta vivência me permitiu aprender a conduzir uma sala de aula, organizar propostas didáticas e calibrar as atividades de avaliação. Sem esta formação não teria ferramentas para o exercício profissional.
Pergunto: qual formação atualmente, garante a aquisição prática das habilidades para a carreira docente?
COMO SE APRENDE A DAR AULA...
CONSIDERAÇÕES INICIAIS:
O Estado brasileiro vem sucateando a formação inicial da carreira do magistério nos últimos 20 anos.
Começa com a extinção dos cursos conhecidos como "magistério" onde era possível adquirir ferramentas práticas para o exercício profissional.
Não sejamos ingênuos (ou maldosos) ao esquecer que a expansão dos cursos particulares de pedagogia coincide com este desmantelamento da formação pública e inicial.
Aliás, lembremos o nome do então Ministro da Educação que inicia este bem articulado movimento: Senhor Paulo Renato (que o diabo o tenha). Mera coincidência (?) o fato dele mesmo ser dono de sistemas particulares de ensino e sócio em diversas faculdades particulares.
E sim, a partir deste novo modelo de acesso a carreira o Estado passa a ser o responsável pela formação continuada e em serviço (curioso verificar o aumento de parcerias com institutos e associações de grandes corporações para a realização desta formação). Surgem grandes projetos com grandes parceiros e a escola pública "ganha" amigos e parceiros para sua melhora.
É necessária atenção para esta sistemática difamação da escola pública! Ela serve a alguns interesses beeeem escusos em nosso país (fácil ler as notícias sobre o conluio de Chalita com o sistema COC - publicado em vários sites recentemente).
O Estado brasileiro vem sucateando a formação inicial da carreira do magistério nos últimos 20 anos.
Começa com a extinção dos cursos conhecidos como "magistério" onde era possível adquirir ferramentas práticas para o exercício profissional.
Não sejamos ingênuos (ou maldosos) ao esquecer que a expansão dos cursos particulares de pedagogia coincide com este desmantelamento da formação pública e inicial.
Aliás, lembremos o nome do então Ministro da Educação que inicia este bem articulado movimento: Senhor Paulo Renato (que o diabo o tenha). Mera coincidência (?) o fato dele mesmo ser dono de sistemas particulares de ensino e sócio em diversas faculdades particulares.
E sim, a partir deste novo modelo de acesso a carreira o Estado passa a ser o responsável pela formação continuada e em serviço (curioso verificar o aumento de parcerias com institutos e associações de grandes corporações para a realização desta formação). Surgem grandes projetos com grandes parceiros e a escola pública "ganha" amigos e parceiros para sua melhora.
É necessária atenção para esta sistemática difamação da escola pública! Ela serve a alguns interesses beeeem escusos em nosso país (fácil ler as notícias sobre o conluio de Chalita com o sistema COC - publicado em vários sites recentemente).
sábado, 16 de março de 2013
DAS PESSOAS AGRESSIVAS...
Esta semana foi a do ENCONTRO COM A AGRESSIVIDADE ALHEIA.
Sou voluntária em uma associação de pessoas com deficiência auditiva e estava por lá, uma tarde desta semana, resolvendo algumas questões. Chega até a associação uma mulher que diz ter uma DOAÇÃO a fazer.
Foi solicitado a ela que entrasse e deixasse na sala a tal doação.
Sim, ela precisaria subir uma escada.
Sim, a funcionária da associação não pode carregar peso.
Sim, a mãe de aluno ali presente estava realizando uma atividade.
A tal senhora ofendeu-se por ter que subir ela mesma a tal DOAÇÃO, mas mesmo ofendida em sua dignidade (!!!) subiu as escadas e deixou as três sacolas de compra na sala indicada. Ao sair, dirigindo-se a funcionária e a mãe de aluno diz:
- É por isso que a gente não tem que doar nada! Este bando de vagabundo só come por que a gente dá comida! Por isso que a gente não tem que ajudar! Bando de vagabundos!
Assim que a senhoura partiu a mãe e a funcionária me contaram o ocorrido. Agora, pasmem senhoras!
A senhora em questão não estava DOANDO nada, estava pagando com cesta básica (a mando da justiça) algum delito que cometeu.
Não tive a menor dúvida ao ligar para o Fórum e relatar o ocorrido a pessoa que ali se encarrega de expedir tais ordens. Não por vingança, mas simplesmente por que é inadmissível que pessoas se julguem no direito de execrar o outro por achar que este tem menos "condição social".
Em que mundo esta criatura vive, de que modo se relaciona com as pessoas, de que maneira trata aos que lhe são próximos?
Confesso que contive meu vocabulário ao falar com a funcionária do Fórum. Minha vontade era pedir que, por favor ESTA VACA NÃO APAREÇA NUNCA MAIS AQUI!
Sou voluntária em uma associação de pessoas com deficiência auditiva e estava por lá, uma tarde desta semana, resolvendo algumas questões. Chega até a associação uma mulher que diz ter uma DOAÇÃO a fazer.
Foi solicitado a ela que entrasse e deixasse na sala a tal doação.
Sim, ela precisaria subir uma escada.
Sim, a funcionária da associação não pode carregar peso.
Sim, a mãe de aluno ali presente estava realizando uma atividade.
A tal senhora ofendeu-se por ter que subir ela mesma a tal DOAÇÃO, mas mesmo ofendida em sua dignidade (!!!) subiu as escadas e deixou as três sacolas de compra na sala indicada. Ao sair, dirigindo-se a funcionária e a mãe de aluno diz:
- É por isso que a gente não tem que doar nada! Este bando de vagabundo só come por que a gente dá comida! Por isso que a gente não tem que ajudar! Bando de vagabundos!
Assim que a senhoura partiu a mãe e a funcionária me contaram o ocorrido. Agora, pasmem senhoras!
A senhora em questão não estava DOANDO nada, estava pagando com cesta básica (a mando da justiça) algum delito que cometeu.
Não tive a menor dúvida ao ligar para o Fórum e relatar o ocorrido a pessoa que ali se encarrega de expedir tais ordens. Não por vingança, mas simplesmente por que é inadmissível que pessoas se julguem no direito de execrar o outro por achar que este tem menos "condição social".
Em que mundo esta criatura vive, de que modo se relaciona com as pessoas, de que maneira trata aos que lhe são próximos?
Confesso que contive meu vocabulário ao falar com a funcionária do Fórum. Minha vontade era pedir que, por favor ESTA VACA NÃO APAREÇA NUNCA MAIS AQUI!
DAS PROFESSORAS AGRESSIVAS
Cenário:
- alunos da EJA, copiando lição da lousa.
- professora escreve e explica a lição ao mesmo tempo;
- aluno pedindo lápis emprestado.
Cena:
(professora se vira ao ouvir o aluno falando):
Professora: QUANTOS ANOS VOCÊ TEM?
Aluno: 17
Professora: VOCÊ TRABALHA?
Aluno: Sim, sou ajudante de pedreiro.
Professora: POIS VOCÊ VAI MORRER ASSIM! NÃO VAI SAIR DISSO! NÃO PRESTA ATENÇÃO!
Outro aluno: A Senhora não ta aqui pra esculachar aluno! Faz a sua parte ai! Você é paga pra ensinar!
Professora: É POR ISSO QUE ESTE PAÍS NÃO VAI PRA FRENTE! UM CAGA E OUTRO VEM E SENTA EM CIMA.
Pode parecer mentira. Mas aconteceu estes dias e me foi narrado pelo aluno que saiu em defesa do outro. Ao contar a história termina dizendo que foi mandado para a diretoria por ter dito o que disse.
Chocante? Claro que sim!
Raro? Infelizmente não!
Eu sempre pensei, e não mudei de pensamento ainda, que ser professor não é para qualquer pessoa. Ignorância e preconceito não podem fazer parte do modus operandi de quem assume uma sala de aula.
Irritação, cansaço e desanimo acometem a todos, mas não existe desculpa para destempero e grosseria.
Por favor retire-se da profissão - é o que eu diria em uma reunião pedagógica para esta pessoa.
- alunos da EJA, copiando lição da lousa.
- professora escreve e explica a lição ao mesmo tempo;
- aluno pedindo lápis emprestado.
Cena:
(professora se vira ao ouvir o aluno falando):
Professora: QUANTOS ANOS VOCÊ TEM?
Aluno: 17
Professora: VOCÊ TRABALHA?
Aluno: Sim, sou ajudante de pedreiro.
Professora: POIS VOCÊ VAI MORRER ASSIM! NÃO VAI SAIR DISSO! NÃO PRESTA ATENÇÃO!
Outro aluno: A Senhora não ta aqui pra esculachar aluno! Faz a sua parte ai! Você é paga pra ensinar!
Professora: É POR ISSO QUE ESTE PAÍS NÃO VAI PRA FRENTE! UM CAGA E OUTRO VEM E SENTA EM CIMA.
Pode parecer mentira. Mas aconteceu estes dias e me foi narrado pelo aluno que saiu em defesa do outro. Ao contar a história termina dizendo que foi mandado para a diretoria por ter dito o que disse.
Chocante? Claro que sim!
Raro? Infelizmente não!
Eu sempre pensei, e não mudei de pensamento ainda, que ser professor não é para qualquer pessoa. Ignorância e preconceito não podem fazer parte do modus operandi de quem assume uma sala de aula.
Irritação, cansaço e desanimo acometem a todos, mas não existe desculpa para destempero e grosseria.
Por favor retire-se da profissão - é o que eu diria em uma reunião pedagógica para esta pessoa.
O QUE ENSINAR NOS DIAS DE HOJE...
Estes dias passei em frente da escola onde estudei da 5ª até a 8ª série. Vi meninos e meninas, de mochila, uns entrando e outros livres da escola.
Fiquei pensando o que teriam aprendido naquele dia. Gregos e Troianos, tipos de solo do Brasil, classificação das plantas...
Lembrei das tardes calorentas que passei dentro daquela escola e da modorra que me tomava o corpo em determinadas aulas, vontade de sumir, desinteresse total até que eu arrumasse algo pra distrair. Nem que fosse uma briga com a professora.
Tem quanto tempo que ensinamos as mesmas coisas na escola? Será possível, realmente possível, que uma menina de doze anos de idade dos dias de hoje tenha as mesmas necessidades que eu, a mil anos atrás?? Será que nada, nada, nada mudou neste mundo a ponto de não precisarmos mudar algumas (se não todas) propostas de escolarização?
Minha cidade esta sediando o mundialito de futebol social. A cidade tomada pelas delegações de meninos de outros países.
Será que a minha antiga escola discutiu o evento? Ou será que meninos e meninas pularam o muro no mesmo lugar de sempre? Será que a cidade entrou na escola desta vez?
Fiquei rezando pra que eles tenham saído da escola e tenham ido fazer algo melhor, mais vivo, mais interessante. Que tenham encontrado com os meninos dos outros países e trocado olhares, observado as roupas e cabelos e que possam sonhar que foram eles a viajar.
Fiquei pensando o que teriam aprendido naquele dia. Gregos e Troianos, tipos de solo do Brasil, classificação das plantas...
Lembrei das tardes calorentas que passei dentro daquela escola e da modorra que me tomava o corpo em determinadas aulas, vontade de sumir, desinteresse total até que eu arrumasse algo pra distrair. Nem que fosse uma briga com a professora.
Tem quanto tempo que ensinamos as mesmas coisas na escola? Será possível, realmente possível, que uma menina de doze anos de idade dos dias de hoje tenha as mesmas necessidades que eu, a mil anos atrás?? Será que nada, nada, nada mudou neste mundo a ponto de não precisarmos mudar algumas (se não todas) propostas de escolarização?
Minha cidade esta sediando o mundialito de futebol social. A cidade tomada pelas delegações de meninos de outros países.
Será que a minha antiga escola discutiu o evento? Ou será que meninos e meninas pularam o muro no mesmo lugar de sempre? Será que a cidade entrou na escola desta vez?
Fiquei rezando pra que eles tenham saído da escola e tenham ido fazer algo melhor, mais vivo, mais interessante. Que tenham encontrado com os meninos dos outros países e trocado olhares, observado as roupas e cabelos e que possam sonhar que foram eles a viajar.
Assinar:
Postagens (Atom)